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Por que seu RH precisa ser cada vez mais mobile?

Transformação digital, atração e engajamento das novas gerações, alinhamento com a estratégia, estímulo às novas competências, aumento de performance e conexão com o negócio. Esses são alguns temas que preocupam o RH moderno e estão sempre presentes nas feiras e eventos em que participo. É provável que eles também estejam na pauta da gestão de pessoas da sua empresa.
Faço questão de reforçar: o sucesso na implementação dessas estratégias dependerá cada vez mais da tecnologia mobile aplicada ao RH.
A afirmação pode parecer forte a princípio, mas explico porque eu acredito que os dispositivos móveis mudaram a forma como nos conectamos com o mundo e, claro, transformaram o modo como as empresas devem fazer a gestão de seus colaboradores.
Pense comigo: qual a primeira ação que você provavelmente faz ao acordar?
Desligar o despertador do smartphone, certo? Naquele momento, muitos já checam seus e-mails e os recados nas redes sociais. Não para por aí. Durante o dia, usamos os dispositivos móveis para nos entreter e facilitar nosso transporte, alimentação, saúde, dentre tantas outras funções.
 
Atento a esse cenário, o setor bancário, por exemplo, saiu na frente e tem se consolidado como referência em uso de soluções mobile. Estudo divulgado em 2017 pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com a consultoria Deloitte, apontou que as transações bancárias por dispositivos móveis superaram as operações realizadas com o uso de outros canais de atendimento ao cliente. Foi a primeira vez que o mobile banking liderou o acesso de brasileiros a contas em bancos, atingindo a marca de R$ 21,9 bilhões de transações por meio do smartphone.
Situação parecida vive a área de vendas:
Com o crescimento dos e-commerces e das transações realizadas pela internet. De acordo com o estudo “Análise do E-commerce no Mundo”, divulgado pela empresa de tecnologia Criteo, houve um aumento de 51% nas transações realizadas via celulares no terceiro trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Se mudamos a maneira como consumimos e como nos relacionamos com as marcas, por que deveria ser diferente na gestão de pessoas?
Eu acredito que o futuro do RH é ser cada dia mais mobile, a começar pela atração de talentos. Hoje, as empresas já têm à sua disposição aplicativos que contam com games, entrevistas por vídeo e recrutamento via redes sociais, facilitando a busca e o cadastro de vagas e, muitas vezes, possibilitando a participação em processos seletivos, que não precisam mais ser conduzidos presencialmente.
 
Há ainda as tarefas diárias como marcação de ponto, consulta de holerite, solicitação e aprovação de férias, e as atividades relacionadas ao desenvolvimento, como treinamentos, aplicação e formalização de feedbacks recebidos no dia a dia. A regularização dos feedbacks, algo que sempre foi desejável pelas empresas, mas encontrava barreiras nas ferramentas para se concretizar, tornou-se realidade no mobile, ambiente propício para esse tipo de ação.
Diante dessa necessidade, por onde começar uma estratégia mobile para o seu RH?
Busque no mercado ferramentas que suportem o crescimento do seu negócio em longo prazo. Além disso, priorize aplicativos que estejam em constante atualização e que façam a integração com outros subsistemas da gestão de pessoas, como a folha de pagamento. Por fim, valorize parceiros que estejam atentos às necessidades do seu capital humano. Afinal, são as pessoas que geram valor para as companhias e a tecnologia deve estar sempre a serviço delas e não o contrário.
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Como inovar sua gestão de pessoas através da educação corporativa?

Todo empreendedor deseja que seus colaboradores tenham produtividade e alinhamento às metas e objetivos da organização. Tais critérios são essenciais para que a empresa tenha sucesso e agem de modo a evidenciar a relevância de investir em programas educacionais corporativos para a gestão de pessoas.

Estes programas fazem a articulação de modo coerente das competências de cada colaborador com o intuito geral do negócio. É um passo importantíssimo para que os processos da corporação continuem inovando e crescendo.

Entretanto, vários aspectos estão prejudicando os resultados obtidos com técnicas de treinamento em empresas.

Muitos colaboradores se ausentam em determinadas reuniões de capacitação em virtude de tarefas acumuladas ou somente por aquela demanda que precisava ser entregue no fim do dia.

É por isso, que uma das metodologias que tem se destacado para a educação corporativa é o EAD – Ensino à Distância. Geralmente, trata-se de um treinamento de custo muito baixo – principalmente em relação aos métodos tradicionais – e que se destaca pela adaptação à necessidade de qualquer pessoa.

Por meio do ensino à distância, o funcionário atua na realização de uma autogestão de seus procedimentos de aprendizado e acaba se tornando responsável por tudo aquilo que aprende.

Isso é importante para a gestão de pessoas, a partir da premissa de que funcionários empoderados têm motivação de forma constante e não são desistentes. Além disso, eles também acabam por desenvolver capacidades relevantes para a produção profissional:

  • tempo gerido;
  • aprimoramento comunicativo;
  • problemas resolvidos rapidamente;
  • informações retidas;
  • emocional controlado.

 

Inovando com o EAD

Uma realidade inovadora de aprendizagem revelou o caráter urgente de gerir estrategicamente pessoas com foco em procedimentos diferentes e inovadores, alheios aos utilizados de forma tradicional. Isso teve amplificação a partir de avanços da tecnologia e consequentemente, no mercado de trabalho.

Desse modo, o EAD ganhou força nos procedimentos responsáveis por gerir pessoas e, atualmente, disponibiliza várias vantagens em comparação às metodologias convencionais de treinamento de empresas.

Pontuações positivas relacionadas ao ensino à distância:

  1. Comodidade

Nos treinamentos convencionais, o colaborador necessita acompanhar um determinado cronograma. O problema é que, por vezes, o período que os gestores escolhem ou o tempo de curso acabam interrompendo a produtividade de equipe.

Cursos virtuais acabam evitando tal obstáculo quando possibilitam maiores comodidade e flexibilidades em relação ao aprendizado. Estes colaboradores estão aptos a criar rotinas de estudo com base nas necessidades, sem que se perca o foco profissional.

  1. Comprometimento

Sem um instrutor, a metodologia acaba exigindo que o estudante tenha um comprometimento total relacionado aos estudos, de modo a cumprir suas atividades de forma responsável. Tal ação se reflete em procedimentos profissional e na maneira como os funcionários devem lidar com os objetivos estipulados.

  1. Custos reduzidos

Estes treinamentos que são realizados à distância delimitam vários gastos. Não há a necessidade de se locomover ou preparar estruturas físicas. Por isso, são destacados pela porcentagem de até 66% mais em conta do que quaisquer âmbitos de ensino presencial.

Os treinamentos EAD também podem destacar-se por um custo benefício aprimorado e têm maior acesso por não haver sofrimento com transtornos de localização geográfica, faixa etária ou período.

  1. Redução de taxas de evasão

Essa capacitação é flexível e age efetivamente na redução de taxas de evasão, promovendo uma elevação de sua procura.

Pesquisas apontam que desistências nas modalidades de educação corporativa à distância é de somente 3% e seu retorno para as companhias pode alcançar a 34%. Por isso, não é necessário ter medo de fazer o investimento neste método, acreditando que os colaboradores desistirão durante o treinamento.

  1. Avaliação de métricas

Já diziam grandes estudiosos que: não há como fazer o gerenciamento daquilo que não se pode mensurar, além de não ser possível mensurar aquilo que não tem definição, como também não há definição daquilo que não se pode compreender e, ainda, que não existe sucesso onde não há gerenciamento.

Isso reflete o que, de fato, é a razão para que os empreendimentos acompanhem os indicadores de desempenho de colaboradores e de técnicas aderidas.

É, portanto, necessário que se monitore todas as métricas para que ocorra a certificação de que as técnicas procedidas estejam de fato trazem resultados positivos. Isso é, de um jeito fácil, alcançado em comparativo de dados alcançados anteriormente e posteriormente ao método implementado.

 

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Trilhas de aprendizagem: o que são e para quê servem

Vivemos em um ambiente onde as mudanças são constantes e a tecnologia evolui de forma exponencial. Para se adaptarem ao mercado e se manterem competitivas, as empresas precisam se reinventar a cada dia, desenvolver novas competências, inovar. E isso só acontece a partir do desenvolvimento de seus colaboradores.

Há anos atrás, a Educação Corporativa focava em ações isoladas, por exemplo: se fosse identificada a necessidade dos gestores aprenderem a dar feedback, era desenvolvido um treinamento com esta finalidade, o público-alvo era treinado e pronto. A partir dali, os gestores teriam “aprendido” as novas técnicas e estariam aptos a dar ótimos feedbacks.

Atualmente, sabe-se que a aprendizagem deve ser compreendida como um processo contínuo. Ela se dá a partir da interação do indivíduo com estímulos do meio em que vive, causando mudança de comportamento. A partir desse conceito, o foco da Educação Corporativa passa a ser outro: ao invés de cursos e programas, o objetivo é entregar profissionais que apresentem o desempenho esperado pela empresa.

E o que isso significa?

A área de Treinamento e Desenvolvimento deve se preocupar em garantir que ocorra a transferência de aprendizagem, ou seja, que o colaborador possa demonstrar a aquisição ou a mudança de comportamento em seu dia-a-dia de trabalho. Para que isso aconteça, a Educação Corporativa precisa proporcionar experiências completas de aprendizagem.

É dentro desse contexto que surgem as trilhas de aprendizagem, sequências integradas de experiências, estruturadas, com a finalidade de proporcionar a aprendizagem das competências necessárias ao desempenho em diferentes atividades e perfis dentro da empresa.

Diferentes das grades de treinamento, que são um conjunto de cursos obrigatórios a determinado cargo, as trilhas de aprendizagem apresentam características que possibilitam uma aprendizagem contínua, mais centrada no participante e suas necessidades de desenvolvimento, sem perder o foco nas necessidades de desenvolvimento da própria empresa.

Características das trilhas de aprendizagem

A primeira característica das trilhas é a flexibilidade. É possível trabalhar com soluções de aprendizagem obrigatórias e outras elegíveis pelo colaborador. No caso de trilhas eletivas, o colaborador é incentivado a ser o protagonista de seu desenvolvimento, uma das principais competências nos dias atuais.

A segunda caraterística é o conceito de experiência completa de aprendizagem. As trilhas são desenhadas pensando no pré e pós treinamento, ou seja, que sequência de experiências poderão ser proporcionadas aos participantes de forma que eles possam efetivamente apreender as novas competências requeridas.

Por fim, a terceira característica das trilhas de aprendizagem é a diversidade de estímulos. A fim de que os objetivos de aprendizagem e desempenho sejam alcançados, a educação corporativa pode lançar mão de diferentes soluções e recursos instrucionais.

Alguns exemplos: cursos presenciais ou online, tutoria, vídeos, fóruns, chats, participação em congressos ou seminários, mentoria, coaching, atividades on the job, livros e apostilas, participação em projetos, entre outros.

Para planejar quais ações farão parte de cada trilha de aprendizagem, é preciso realizar, previamente, uma análise bem estruturada. Conhecer profundamente o público e as necessidades de aprendizagem e desempenho é fundamental para que as trilhas não representem apenas uma sequência de atividades, mas sim estratégias educacionais que proporcionem uma continuidade no desenvolvimento dos colaboradores.

Veja as vantagens na utilização de trilhas de aprendizagem:

 

– Possibilita que o colaborador tenha uma visão mais clara das competências necessárias.

 

– Nivela conhecimentos necessários.

 

– Estimula o autodesenvolvimento, permitindo que os colaboradores tenham autonomia na escolha das trilhas que deseja percorrer.

 

– Proporciona um ambiente de aprendizagem contínua.

 

– Potencialização do processo de aprendizagem a partir de diferentes estímulos.

 

– Associa a Educação Corporativa aos processos de desenvolvimento de carreira e plano de sucessão, possibilitando que o colaborador defina metas de aprendizagem de acordo com seus objetivos.

 

As trilhas de aprendizagem ampliam a capacidade de aprendizagem da empresa. Ao desenvolver seus colaboradores de forma contínua, a empresa estará também desenvolvendo sua capacidade de se reinventar e se adaptar a um ambiente em constante processo de mutação.

 

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Mensurar resultados de treinamento é tão importante quanto investir em qualificação

A forma mais inteligente de engajar e reter talentos nos negócios e, consequentemente, melhorar seus serviços é investir em pessoas.

Quanto mais investimento houver para o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores, maior será a vontade deles de se aplicarem e mais valorizados eles se sentirão para realizar as atividades diárias.

Para planejar a qualificação das equipes, a primeira coisa a se fazer, segundo especialistas que atuam neste segmento, é o levantamento das necessidades do treinamento.

Existem algumas perguntas básicas que podem ajudar nesse processo:

O que quero melhorar? Para que preciso treinar? Por que preciso treinar? Para quem esse treinamento é importante?

Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate Schoool of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) explica que somente através das respostas desses questionamentos, será possível identificar quais os pontos principais a serem desenvolvidos no negócio.

“O desenrolar desse planejamento deve ser feito diariamente, através do treinamento formal em uma sala de aula ou, até mesmo, no dia-a-dia no próprio ambiente de trabalho. O ponto principal é estar em constante evolução”, defende Slivnik.

Pensando no Retorno Sobre Investimento (ROI), existem diversas ferramentas que ajudam a identificar esse resultado.

“A mais fácil de ser utilizada é analisar um grupo que tenha recebido o treinamento e outro que não tenha participado de nenhum e fazer a comparação de resultados entre eles, antes, durante e depois das ações de desenvolvimento”, explica Alexandre.

Esses dados são importantes porque auxiliam na identificação de problemas e na implementação de treinamentos mais efetivos, ajudando a quantifica-los.

Para usar essa informação, visando ajustes e melhorias nos processos, antes de mais nada é preciso entender que os números servem para ajudar o gestor a entender a eficácia das suas ações de desenvolvimento.

“Ao analisar os números, será possível identificar se o treinamento obteve resultado e se existem colaboradores que precisam participar mais alguma vez dessa formação”, aponta o especialista em gestão de pessoas.

Infelizmente, de acordo com a PwC – prestadora de serviços de qualidade em auditoria – apenas 13% das empresas mensuram ações de treinamento para seus funcionários. Alexandre atribui a isso ao fato que muitos gestores ainda acham que mensurar essas atividades é algo subjetivo e por consequência essa parte de mensurar as principais fases do treinamento acaba não sendo realizada.

Contudo, ele ressalta que a educação corporativa pode trazer grandes benefícios e estratégias efetivas para o negócio e para isso é importante ter o ciclo completo: levantar as necessidades, planejar um treinamento adequado e avaliar os resultados efetivos.

“Em cada etapa, é preciso sempre fazer associações aos objetivos da organização, para que tenhamos um alinhamento cada vez mais estratégico”, aponta.

“É preciso transformar em números as ações efetivas que foram implantadas após cada etapa de desenvolvimento”, destaca.

Treinamentos não podem ser vistos como peso

O treinamento está se tornando algo cada vez mais esporádico dentro das organizações. Entre os motivos, está o alto custo, a necessidade de tirar os funcionários de suas funções por determinado tempo e a falta de assertividade.

Como o retorno dos treinamentos não tem sido tão positivo quanto poderia, as empresas estão investindo cada vez menos nesses programas e os colaboradores acabam sendo prejudicados.

Parar de fazer algo quando não está mais percebendo bons resultados é comum, ao invés de tentar identificar os problemas e buscar soluções para resolvê-los, é uma atitude que faz parte da nossa natureza.

Se a forma com que o treinamento na sua empresa é aplicado não está devolvendo resultados positivos, a solução não é parar de aplicá-los, mas, sim, rever os modelos e práticas e encontrar formas que façam mais sentido para seus funcionários.

Treinar e capacitar os colaboradores não pode ser considerado um custo a mais, um peso para o orçamento. Os treinamentos são muito importantes no desenvolvimento dos profissionais, pois os capacitam a realizar um bom trabalho e contribuir para o crescimento da empresa.

Além disso, esses programas também contribuem para o engajamento do funcionário, pois é uma forma de investir na sua carreira profissional, e conhecimento e experiência é algo que ele pode levar para o resto da vida.

Novos modelos de treinamento

Se o programa de treinamento da sua empresa não está dando certo, talvez seja o momento de rever o modelo aplicado e pensar em novas formas de treinar os funcionários. Um dos problemas dos treinamentos de hoje é que os funcionários não acreditam muito na sua eficácia. Passam algumas horas escutando uma pessoa falar e absorvem poucas informações relevantes que vão o ajudar de fato no trabalho.

A forma que aplicamos treinamentos é chata e cansativa, não mexe com o lado criativo dos profissionais e não desperta a curiosidade deles sobre o assunto tratado. Para engajar, esses treinamentos precisam trazer para perto os funcionários, envolvê-los com atividades que coloquem o aprendizado em prática naquele momento.

A tecnologia também ampliou nossas possibilidades de capacitar as equipes. Hoje, é possível unir especialistas de todo o mundo em um único lugar e entregar uma solução online de treinamento ao colaborador, que também tem a possibilidade de criar seu próprio cronograma de aprendizado, sem prejudicar suas tarefas do dia a dia.

Investir no treinamento dos funcionários não é apenas mais um gasto financeiro, pois o capital humano é o bem mais importante de uma organização e capacitar a força de trabalho é primordial para melhorar os resultados da empresa e obter crescimento nos negócios. Os treinamentos são investimentos que dão retorno em longo prazo, mas, mesmo que leve tempo, são resultados compensadores e que fazem a diferença.

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Saiba como fazer a capacitação da equipe com tecnologia

Incorporar recursos tecnológicos às atividades de uma empresa já não é mais considerado uma opção ou um diferencial. Em termos simples, a organização que não passa por esse processo fica para trás.

Mas, se a tecnologia está tão disseminada, quais são os verdadeiros obstáculos à sua implementação?

Bem, um dos principais problemas é a falta de capacitação da equipe de colaboradores. E, neste artigo, vamos explorar seis estratégias para resolver essa situação. Confira!

Por que a capacitação da equipe é necessária?

Antes de trazer as dicas, vamos responder a uma dúvida comum: é possível trazer recursos tecnológicos novos a uma empresa sem realizar um treinamento específico com a equipe?

Se você respondeu que não, errou! É possível, sim. O problema está nos resultados dessa prática.

Quando a tecnologia é incorporada ao negócio sem que haja uma preparação adequada dos colaboradores que vão incorporá-la aos processos, os seguintes problemas aparecem, especialmente no começo:

  • resistência ao uso do novo recurso (o famoso medo da mudança);
  • frequentes situações de retrabalho, porque as atividades são feitas na base da tentativa e erro;
  • redução na produtividade, porque os colaboradores demoram para executar as tarefas;
  • queda do moral da equipe, que fica frustrada com os problemas adicionais no trabalho.

Como você pode imaginar, para evitar esses efeitos negativos durante a implementação da tecnologia, certamente vale a pena investir em qualificação.

Como realizar essa capacitação?

Essa é a dúvida de muitos gestores e empresários. Se você também se faz essa pergunta, continue a leitura e confira seis estratégias que podem ser utilizadas para a melhor capacitação dos funcionários:

1. Análise de habilidades

Esse é o primeiro passo. Identifique o que sua equipe precisa saber para usar o recurso tecnológico e, também, o que os funcionários já sabem.

É muito possível que alguns colaboradores já tenham algumas noções básicas — até mesmo por intuição — obtidas a partir de experiências pessoais ou de empregos anteriores.

Tenha em mente que investir em um treinamento para desenvolver uma habilidade que seus colaboradores já possuem é — além de um desperdício — muito desmotivante para quem participa.

Portanto, foque nos conhecimentos essenciais que eles ainda precisam desenvolver.

2. Planejamento de horas e orçamento

O segundo passo é definir quanto tempo e dinheiro sua empresa pode disponibilizar para a capacitação da equipe.

Existem algumas questões interessantes nesse ponto. Por exemplo: a preparação será no horário de trabalho? E qual será o ROI desse investimento?

Caso seja no horário de trabalho, é preciso programar as atividades para que haja o menor impacto possível sobre o andamento das atividades normais da empresa.

Uma alternativa possível é separar os colaboradores em dois grupos. Porém, tenha em mente que você terá um custo maior, pois todo o treinamento terá de ser feito em dobro.

Se optar por disponibilizar a formação fora do horário de trabalho, a participação não pode ser obrigatória. Nesse caso, há o risco de ausência de vários colaboradores. Então, é preciso investir mais na motivação da equipe para participar dessa atividade.

Em relação ao ROI — o retorno sobre o investimento — tenha consciência de que o treinamento deve trazer um benefício concreto à empresa. Do contrário, é simplesmente um desperdício de capital.

Para descobrir o ROI, é necessário fazer algumas estimativas. Você conseguiria calcular quanto a sua empresa vai ganhar com a maior produtividade dos colaboradores no uso da tecnologia? Ou, sob outro ponto de vista: quanto será economizado com a redução de falhas e retrabalhos?

3. Contratação de consultores

Chegamos a uma questão essencial. Quem vai capacitar a equipe? De fato, é possível organizar um treinamento aproveitando o pessoal interno que já sabe utilizar a ferramenta que está sendo implementada.

Porém, os resultados são muito melhores quando você traz um especialista capaz de explicar com clareza e responder a todas as dúvidas. É a clássica diferença entre saber fazer, apenas, e saber ensinar. Lembre-se de que, nessa situação, seus colaboradores são, basicamente, alunos.

Vale lembrar que esse especialista, o consultor, costuma cobrar um valor importante para oferecer treinamentos. Portanto, esse é um fator que você deve considerar na hora de planejar o orçamento.

4. Estabelecimento de formas de monitoramento e avaliação

Como saber se os colaboradores estão, de fato, aprendendo? Existem algumas alternativas que podem ser adotadas. Recomendamos que você as utilize em conjunto, para obter o melhor resultado.

Um dos meios mais simples é incluir a realização de provas durante o treinamento.

Porém, tenha em mente que essa é uma forma de avaliação do aprendizado, e não da aplicação.

Portanto, utilize também métricas de performance (KPIs), focados em identificar se os colaboradores estão colocando o treinamento em prática no dia a dia.

5. Oferecimento de certificações

Nós já falamos um pouco, nos itens anteriores, sobre o papel da motivação da equipe para que a capacitação seja bem-sucedida.

Se você quer incentivar sua equipe a participar do treinamento — e aproveitá-lo ao máximo — uma estratégia interessante é oferecer uma certificação àqueles que completarem o curso.

O certificado tem um valor como comprovação da habilidade adquirida — especialmente se carrega a chancela de uma empresa com boa credibilidade e reputação.

Os profissionais sabem que, para futuras oportunidades de carreira, um comprovante como esse é um diferencial.

6. Cultivo de um diálogo honesto

Quando há a implementação de uma nova tecnologia na empresa, os colaboradores — especialmente aqueles que não possuem muita intimidade com a ferramenta —, frequentemente, sentem-se inseguros.

Logo, rumores de que pessoas serão substituídas pelos novos recursos começam a se espalhar.

Como gestor, você provavelmente sabe que esse tipo de reação é exagerada. O software, em si, não ocasiona demissões. Porém, há um fundo de verdade: se um colaborador se recusa a acompanhar as mudanças, isso pode atrapalhar seu desempenho e sua imagem na organização.

Ele, então, passa a ser visto como um obstáculo, em vez de ser parte da força que move o negócio em direção à melhoria contínua.

Para evitar danos à moral da equipe, causados pelos rumores, um diálogo honesto é a solução. Seja claro ao explicar as vantagens da adoção de uma nova tecnologia. Além disso, é preciso ser transparente e explicitar os pontos negativos da não participação nos treinamentos.

 

Compartilhado de: Wittel

 

3 maneiras de eliminar a fricção do eLearning com o Mobile Learning e o Micro Learning

Em um mundo que cresce cada vez mais móvel, é importante adotar a tecnologia móvel e o microlearning para eliminar a fricção do eLearning causada por alunos distraídos e por uma experiência de aprendizado fraca.

Como eliminar a fricção do eLearning com Mobile Learning e Micro Learning

À medida que a comunidade do eLearning cresceu para abraçar a tecnologia móvel e aprender on-the-go (consumo de conteúdos entre a casa e o trabalho), os termos “mobile learning” e “micro learning” rapidamente transcenderam o status de buzzword (termo novo até então desconhecido) e estão se tornando elementos essenciais de estratégias eficazes de eLearning.

A aprendizagem móvel (ou seja, a incorporação de dispositivos móveis no processo de aprendizagem) está em ascensão ao lado da adoção móvel do consumidor e não mostra sinais de desaceleração. KPCB informou recentemente que 87% dos jovens adultos dizem que seu smartphone nunca sai do seu lado. Abraçar o uso de dispositivos móveis na aprendizagem tem uma série de benefícios, como permitir a aprendizagem no ponto exato que o aluno necessita, nem mais, nem menos, e possibilitar a aprendizagem social (por observação de outras pessoas usufruindo da ferramenta). À medida que a geração dos Millennials (Y) entrarem na força de trabalho, o celular continuará a ser um elemento importante das melhores práticas de eLearning.

Está cada vez mais difícil discutir o mobile learning sem discutir seu primo, o microlearning. O Microlearning refere-se a um conteúdo de aprendizagem conciso que permite que os alunos consumam informações em conteúdos curtos e simples. O microlearning geralmente utiliza elementos multimídia para transmitir conceitos simples – por exemplo, um vídeo instrucional de 60 segundos que mostra como preparar uma receita, uma lista de verificação ou uma pequena infografia que quebra um conceito complexo usando imagens visíveis claras.

Quando combinada, a sinergia entre o mobile learning e o microlearning pode ajudar a eliminar a fricção do eLearning de seus programas de treinamento. Leia mais alguns exemplos.

1. Aumentar o engajamento do aluno

Quando se trata de capturar a atenção de um aluno, os profissionais de Treinamento e Desenvolvimento têm seu maior desafio. Estima-se que os funcionários verifiquem seu email uma média de 36 vezes por hora . Da mesma forma, os trabalhadores foram interrompidos uma média de 56 vezes por dia.

O local de trabalho é cheio de distrações, e o conteúdo do eLearning deve ser capaz de capturar e manter a atenção do aluno para ser eficaz.

Sobre microlearning. O conteúdo é projetado para uma digestão fácil e simples da informação, e quando emparelhado com o celular, o potencial explode. Por exemplo, imagine um especialista em segurança em treinamento que executa sua primeira inspeção de segurança no local. Eles serão capazes de recordar os elementos que eles aprenderam no treinamento em sala de aula, mas sua retenção de conhecimento está longe de ser perfeita. Usando seu celular, eles podem acessar seu Learning Management System (Sistema de Gestão de Aprendizagem) e encontrar instantaneamente listas de verificação e vídeos curtos que irão atualizar sua memória muito mais eficientemente do que artigos, apresentações em PowerPoint ou conteúdos grandes.

2. Fornecer uma melhor experiência de aprendizado

Considerando que a experiência do aprendiz significa olhar além do conteúdo de aprendizagem e focar o método de entrega desse conteúdo. A experiência do aprendiz é tão importante quanto o conteúdo de aprendizagem, e é por isso que o mobile learning e o micro-learning são tão cruciais para a aprendizagem efetiva.

Os aprendizes costumavam aprender com instrutores, livros didáticos e treinamento on-the-job (no trabalho). Claro, esses métodos sempre terão seu lugar, mas em uma época em que um aprendiz pode olhar para o seu smartphone e executar atividades de curso no ponto de maior necessidade, por que nos voltamos para livros didáticos?

O Relatório de mobilidade da Ericsson de 2016 prevê que haverá 28 bilhões de dispositivos conectados até o ano de 2021. Enquanto os alunos continuarem a depender de dispositivos móveis (smartphones, tablets e até outros dispositivos como smartwatches), eles terão um papel cada vez mais relevante no eLearning. Como resultado, é fundamental para os profissionais de Treinamento e Desenvolvimento desenvolverem estratégias de aprendizagem que levem em consideração os elementos móveis.

3. Aumentar a conectividade

Isso pode parecer óbvio – afinal, a conectividade é o objetivo principal de um dispositivo móvel. No entanto, a importância da conectividade no eLearning não pode ser exagerada.

Se você está familiarizado com o método 70:20:10 , você entende que a aprendizagem informal e experiencial é essencial para a forma como os funcionários realmente aprendem. Os dispositivos móveis facilitam a aprendizagem informal porque eliminam barreiras de comunicação. Por exemplo, um aluno pode contactar especialistas e colegas para fazer perguntas no trabalho, bem como receber feedback em tempo real.

Em um mundo que cresce cada vez mais móvel, é importante adotar a tecnologia móvel e o microlearning para eliminar a fricção do eLearning causada por alunos distraídos, uma experiência de aprendizado fraca e não aproveitando a conectividade no processo de aprendizagem.

Mobilidade e microlearning são como o vinho e o queijo – melhor juntos.

 

Traduzido e adaptado de: eLearning Industry