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Startups que podem ajudar empresas a contratar e reter melhor seus colaboradores

Segundo uma pesquisa realizada pela IBM com seis mil executivos, 66% dos CEOs acreditam que a tecnologia vai gerar valor significativo ao RH, por estar sendo adotada pelas empresas de pequeno, médio e grande porte para reduzir e otimizar gastos nos processos, engajar colaboradores e ainda, diminuir riscos de erro humano, entre outras dificuldades enfrentadas pelo setor do departamento pessoal.

Ao perceberem essa oportunidade de negócio, as HRTechs, startups de soluções digitais para RH, trouxeram mudanças para o segmento oferecendo soluções e facilidades com o melhor custo e benefício para o mercado.

Segue abaixo algumas startups e seus benefícios que podem ajudar as empresas a contratar e reter melhor seus colaboradores:

Convenia: 

Software na nuvem de Gestão de Pessoas para PMEs, primeira plataforma de automação para o setor de RH que centraliza as informações dos colaboradores. Controlar férias, benefícios, administrar desligamentos, contratações e rotinas do departamento pessoal é um grande desafio para as empresas. Além disso, a startup oferece para o mercado soluções de gestão de benefícios. A empresa faz a venda de benefícios tradicionais como seguros saúde, vida, dental, previdência e opera um clube de vantagens próprio que oferece descontos para os funcionários de empresas clientes em mais de 300 estabelecimentos por todo o país.

Gupy: 

O sistema de recrutamento e seleção com inteligência artificial ajuda a empresa a estruturar seus processos seletivos, engajar todos os envolvidos e acertar nas contratações, em apenas alguns cliques. Por meio de Inteligência Artificial, e seus robôs programados coletam informações, preferências e movimentações dos candidatos dentro do software para entender e conectar a empresa que mais combina com o aquele determinado perfil profissional.

Talent Brand: 

Startup de recrutamento e seleção de candidatos, Talent aposta no mercado de HRTech com soluções de big data e hunting automatizado para encontrar os melhores profissionais de marketing, relacionamento e vendas mais apropriados para empresas de tecnologia.

2XS: 

Boutique de recrutamento para alta gerência, presidência e vagas estratégicas de liderança. É uma executive search que trabalha ao lado do cliente, aconselhando, encontrando e se aproximando dos melhores profissionais do mercado para auxiliar grandes empresas a encontrar a nova liderança. A empresa desenha soluções de recrutamento a partir do zero e de forma personalizada de acordo com as principais qualidades que as empresas parceiras estão buscando nos candidatos e assim, traçam a melhor estratégia para encontrar os profissionais que melhor se encaixam na vaga solicitada.

Love Mondays: 

Plataforma em que os profissionais avaliam as empresas onde trabalham, e por meio dessas avaliações é possível buscar a empresa ideal. Dessa forma é possível ter conhecimento dos salários e da satisfação dos colaboradores em cada uma das empresas disponíveis no banco de dados. De forma divertida, ela é considerada um instrumento muito legal de avaliação da empresa, além de ser uma ferramenta que avalia os salários de forma muito saudável.

Pin People: 

Solução de people analytics ajuda empresas a conhecer melhor suas pessoas ao longo da sua jornada – de candidatos a colaboradores -, permitindo uma tomada de decisão mais alinhada à estratégia/cultura organizacional e o aumento de engajamento, produtividade e retenção. A plataforma permite mapear as características de cada pessoa para saber qual empresa mais combina com ela. Além disso, pode ser usado tanto por quem busca empregos quanto por empresas que precisam recrutar novos funcionários.

 

Compartilhado de: Revista Melhor Gestão de Pessoas

Afinal, como a gestão de pessoas aumenta os lucros da empresa?

É importante entender como a gestão de pessoas aumenta os lucros da empresa, afinal, por diversas vezes, essa prática é vista apenas como um custo não-estratégico. A realidade é que conduzir adequadamente os profissionais é uma das tarefas empresariais mais importantes.

Antes de falar mais sobre o assunto, é preciso compreender que o lucro de uma companhia pode ser otimizado de três principais formas: reduzindo os custos, aumentando as receitas ou maximizando a produtividade, criando-se, então, uma economia em escala.

Pensando nisso, preparamos este guia. Hoje, você vai entender com clareza como a gestão de pessoas aumenta os lucros da empresa. Continue lendo e fique por dentro do assunto!

Redução de custos com evasão de colaboradores

Na maioria das vezes, a saída de pessoas do quadro de funcionários não é nenhuma vantagem para a companhia. Há diversos custos envolvidos com esse processo, como as despesas com a rescisão contratual e os gastos para iniciar um novo processo de recrutamento.

Por esse motivo, investir na gestão de pessoas e criar boas políticas para retenção de talentos pode ser visto como uma ação estratégica. Ela previne perdas financeiras futuras, garantindo que os colaboradores fiquem por muito mais tempo na empresa.

Aumento da produtividade no dia a dia

Segundo este estudo, apenas 39% do expediente de trabalho é produtivo. Isso significa que o restante do tempo é perdido e gera custos desnecessários. Para aproveitar ao máximo o expediente, é preciso otimizar o nível de produtividade e motivação dos funcionários.

Nesse sentido, a gestão de pessoas tem um papel crucial. Ela garante a criação de metas inteligentes e desafiadoras, bem como o aumento do ânimo dos funcionários por meio de diversas práticas, como o reconhecimento e a melhoria da comunicação interna.

Mitigação de erros, acidentes e problemas operacionais

Muitos dos erros que acontecem dentro da empresa estão relacionados ao capital humano. Esses imprevistos aumentam o desperdício de materiais, o número de horas perdidas, ocasionam acidentes, conflitos interpessoais e podem até servir de base para processos trabalhistas.

A correta gestão de pessoas contribui para manter os profissionais alinhados e qualificados para o desempenho das tarefas diárias. Também contribui para a implementação de novos canais de comunicação, que facilitam a interlocução entre os integrantes do time.

Aumento na conversão de vendas

Muitos podem até não perceber, mas uma boa gestão de pessoas faz toda a diferença na forma como os clientes finais são atendidos. Isto é, quando os colaboradores são bem-tratados, também oferecem um melhor atendimento aos clientes e convertem mais vendas.

Uma prova disso é que, apenas em 2015, as empresas brasileiras perderam US$217 bilhões pelo mau atendimento. Ainda pelo mesmo motivo, 86% dos compradores migraram para a concorrência. A raiz desses números está na má gestão de pessoas, incapaz de cuidar bem dos funcionários e fazê-los, consequentemente, cuidar bem dos clientes.

Pronto, agora você estão por dentro do assunto! O adequado gerenciamento do capital humano contribui para reduzir custos de evasão, mitigar erros operacionais, aumentar a produtividade e converter um maior número de vendas. Assim, toda a companhia é beneficiada.

 

Compartilhado de: Solides

9 vantagens do treinamento online

Como o treinamento online beneficia os profissionais de todo o mundo? Vamos dar uma olhada em 9 grandes vantagens do treinamento online.

As principais vantagens do treinamento online

O treinamento online é a arte da transferência de conhecimento por meio da internet, de qualquer lugar do mundo para o público-alvo que escolhe aprender um assunto em particular. Os cursos de treinamento online são de dois tipos: versões gratuitas e pagas. Profissionais que se destacam em um determinado campo escolhem ensinar e treinar estudantes que estão dispostos a participar de aulas online. Notas em PDFs, documentos do Word, tutoriais em vídeo e avaliações são fornecidos como um pacote com os módulos de treinamento, ajudando assim os alunos a aprenderem mais rápido e facilmente.

Além disso, algumas das certificações e certificados que podem ser fornecidos, para premiar os candidatos por suas capacidades de compreensão, são altamente avaliadas por várias organizações. Algumas empresas oferecem opções de treinamento antes de os funcionários serem efetivados em seus empregos. Este treinamento não termina antes do trabalho começar: Em vez disso, continua através de cursos online, revisão de conceitos e novas tecnologias. Aqui estão algumas vantagens do treinamento online que mostram como isso ajuda a melhorar a vida profissional de um funcionário:

1. Flexibilidade

A tecnologia exige mais atualizações e sistemas mais rápidos o tempo todo. Isso só pode ser alcançado com treinamento e aprendizado constante. Trabalhar o dia todo e fazer cursos pode ser cansativo se você tiver que ir a algum treinamento antes ou depois do trabalho. Às vezes, ir ao um treinamento pode roubar seus fins de semana e comer seu tempo livre. Os cursos de treinamento online podem ser feitos a qualquer hora, em qualquer lugar. O único requisito seria uma conexão à internet. Fazer durante as pausas de café no trabalho, sentar no seu sofá e fazer cursos online em vez de assistir televisão e ouvir arquivos de áudio e vídeo enquanto viaja na ida e volta do trabalho são algumas das formas em que os cursos de treinamento online podem ser aceitos. Isso garante flexibilidade em termos de tempo e esforço.

2. Mobilidade

Um lugar que tenha conexão com a internet é um lugar que pode ser aproveitado. O treinamento online e o eLearning exigem um processo de registro tradicional, seguido de uma página de login do usuário, mas agora, uma vez que os navegadores estão disponíveis em telefones, tablets e laptops, os cursos online não são apenas restritos a desktops. Os cursos são configurados para todos os tipos de dispositivos. Pensando em fazer um curso durante a viagem? O eLearning está agora em seu bolso!

3. Não pesa tanto no seu bolso

Com todas as cópias físicas de livros, notas e professores para lidar com cursos, cursos de treinamento de software tradicionais exigem um preço muito alto para certificações e conclusão do curso. Em comparação a isso, os e-books e as notas são gravadas permanentemente em seu disco rígido quando se trata de um treinamento online. As certificações são fornecidas online, em formato imprimível, com o reconhecimento de conclusão do curso que pode ser compartilhado em sites de trabalho, mídias sociais, anexo ao seu currículo e muito mais. Vídeos de referência, material de curso e pontuação de exame são salvos e podem ser vistos várias vezes, sem limite. Os cursos online são extremamente rentáveis ​​e podem ser utilizados de forma eficiente.

4. Comunidade

Reunir pessoas diferentes e participar de fóruns não se limitando a apenas redes sociais. Pessoas com os mesmos interesses ou com os mesmos objetivos de aprendizagem podem se juntar em uma comunidade que interage efetivamente trocando perguntas, dúvidas e ideias. Participar desses grupos pode oferecer uma visão mais detalhada de como o curso está sendo conduzido.

5. Suporte online

Os educadores profissionais e o suporte ao cliente do eLearning estão sempre procurando ajudar e motivar os alunos. Seja com o envio de e-mail e interação quando os alunos tiverem dúvidas. O suporte por bate-papo está quase sempre disponível em portais de aprendizagem online.

6. Relatório de progresso

As avaliações online avaliam a capacidade de entender tópicos sem a pressão de fazer um exame real. Algumas avaliações também podem ser retomadas e reconsideradas se os alunos não estiverem satisfeitos com suas pontuações. Devidamente justificadas e marcadas, as avaliações online trazem um sistema de pontuação justa que ajuda os alunos a avaliar a compreensão de um determinado assunto.

7. Fácil acessibilidade

Em um mundo em rápido movimento, quase tudo é facilmente acessível. As notas online para download, o suporte online, a interação online e os vídeos de que podem ser reproduzidos que podem ser reproduzidos a qualquer momento. As avaliações/questionários podem ser feitas no geralmente no momento que se desejar e isso ajuda os profissionais a aprenderem melhor e mais rápido. Quanto mais fáceis os cursos, mais fácil será para os profissionais atingirem seus objetivos.

8. Retenção de informação

Os cursos online ajudam os formandos a reter e lembrar informações com imagens atraentes, vídeos, fontes legíveis, clipes de filmes, descrições animadas e muito mais. Exemplos de vida real também são fornecidos para explicar melhor os conceitos. A exibição de informações em formas bem elaboradas leva a uma melhor compreensão do conteúdo de aprendizagem do que tomar notas com caneta e papel. O treinamento dirigido por instrutor presencial pode forçar os formandos a se desviar de tópicos por causa de longas palestras, onde a fala é o principal modo de comunicação.

9. Crítica Construtiva

Fornecer críticas construtivas através de questionários oferece aos formandos a capacidade de compreender onde estão em termos de conhecimento. A escolha múltipla e perguntas abertas preparam os alunos melhor para fazer um exame. As correções automatizadas, como “resposta errada” e “resposta correta”, proporcionam aos formandos a oportunidade de voltar e responderem novamente quando estão errados. Isso economiza tempo e esforço quando comparado a testes de unidades onde os trabalhos são enviados ao professor para corrigir erros e dar a nota final.

Conclusão

Algumas pessoas preferem o treinamento presencial, enquanto outras preferem o treinamento online. De acordo com a Sociedade Americana de Formação e Desenvolvimento, quase um terço de todo o conteúdo e material de eLearning está disponível para aprofundamento online. O treinamento online é, sem dúvida, uma enorme economia de custos para organizações e indivíduos, já que apenas os cursos de certificação vêm com um alto preço comparado aos cursos online gratuitos. Utilizar a internet para melhorar suas habilidades é a melhor maneira de escalar a escada de sucesso, pois o melhor investimento que você pode fazer é investir em você mesmo.

 

Compartilhado de: eLearning industry

Os 5 princípios do Lean Thinking

Em 1996, Womack e Jones publicaram o livro Lean Thinking no qual concluíram que para que as empresas adotantes do pensamento enxuto tivessem sucesso, deveriam seguir 5 princípios que devem ser incorporados em sequência:

Valor:

Essa é a premissa básica para começar a desenvolver algo: deixar o cliente definir o que é valor em seu produto. Aparentemente isso parece uma tarefa simples, mas não é.

A maioria das organizações e Startups falha ao desenvolver um produto (podemos notar pela quantidade de empresas que vão à falência logo no primeiro ano após iniciar suas atividades), pois acreditam fazer o que o cliente quer. Ainda sobre o conceito de valor é necessário entender que:

– Aquilo que ele não está disposto a pagar pelo produto é desperdício e deve ser eliminado.
– Assim como os clientes, os produtos precisam estar em constante evolução, por isso, estudos frequentes são válidos a fim de transformar o produto ao longo do tempo.

Fluxo de Valor:

Identificar quais etapas agrega valor ao produto é o segundo princípio Lean. Aquelas que não agregam valor (desperdício) devem ser eliminadas, reduzindo automaticamente os custos de máquinas, energia, tempo, etc. Para isso deve-se utilizar uma ferramenta chamada Mapeamento de Fluxo de Valor.

Fluxo Contínuo:

Depois de identificadas apenas as tarefas que criam valor ao produto, nessa etapa deverá ser criado o fluxo contínuo, ou seja, produzir sem interrupções. A ideia seria atender as necessidades dos clientes com rapidez, com menor tempo para processar os pedidos e baixo estoque. Essa é uma das etapas mais difíceis de atingir com plenitude.

Produção Puxada:

Nessa etapa a empresa passa a trabalhar produzindo apenas o que o cliente quer, reduzindo ao máximo o estoque. Dependendo da quantidade de produtos existirá a necessidade em se criar um supermercado de produto acabado, fazendo com que a empresa passe a produzir de forma a repor as unidades vendidas apenas nesse supermercado.

Com a produção puxada se elimina a necessidade de descontos e promoções com objetivo de acabar com o estoque dos itens que já foram produzidos e encontram-se parados por determinado período.

Perfeição:

É a busca pela melhoria contínua dos processos, pessoas, produtos, etc., com objetivo de agregar valor ao cliente sempre. Empresas como a Toyota buscam problemas diariamente, a fim de melhorar o produto e consequentemente a satisfação do cliente.

 

 

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A universidade (com jeito de startup) que quer mudar tudo

Como a Minerva, uma faculdade do Vale do Silício que não tem salas de aula, quer revolucionar a educação.

No centro de São Francisco, estão instaladas as sedes de algumas das mais famosas empresas de tecnologia do momento. Na Market Street, o prédio do Twitter, sinônimo de comunicação rápida, é um ponto de referência. A uma quadra de distância, estão o escritório do Uber, que nasceu com o objetivo de revolucionar a mobilidade urbana, e o do Square, que quer fazer a mesma coisa com os meios de pagamento. Como tudo por ali, sobra ambição de mudar o mundo. Não é de espantar que uma universidade que pretende transformar o modelo de educação superior esteja cravada no epicentro da inovação tecnológica mundial.

A Minerva tem todo o jeito de uma startup. Concebida em 2012 e em operação desde 2014, ocupa um andar do número 1 145 da Market Street. Ali não há salas de aula, bibliotecas, laboratórios — nem estudantes, exceto os que fazem um estágio entre os 120 funcionários da Minerva. Boa parte da vida escolar dos 450 alunos da faculdade ocorre no exterior. Apenas o primeiro ano é cursado em São Francisco. No momento, um grupo passa uma temporada em Seul, na Coreia do Sul. Antes disso, essa turma morou um semestre em Berlim e outro em Buenos Aires.

Até a graduação, esses alunos ainda viverão em residenciais estudantis itinerantes em Londres, Taipei (em Taiwan) e Hyderabad (na Índia). O que une esses estudantes não é apenas a intensa experiência global, mas também a vontade de aprender livre das paredes da sala da aula, por meio de uma plataforma digital única.

Lusana Ornellas, aluna brasileira da Minerva: projetos na Argentina, no Brasil e na Coreia do Sul | Germano Lüders

A Minerva é uma experiência educacional observada em tempo real. Não há um único aluno formado pela escola ainda. Os primeiros formandos receberão seu diploma apenas em maio de 2019. O que poderia ser somente mais uma extravagância do Vale do Silício, porém, tem atraído o interesse de educadores e de jovens em busca de uma educação superior, digamos, disruptiva — adjetivo que parece estar associado a qualquer novidade tecnológica.

Neste ano, 20 000 jovens de todo o mundo disputaram uma das 200 vagas da nova turma, iniciada em setembro. A concorrência para entrar ali é maior do que no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), considerada a terceira melhor universidade do mundo pelo ranking britânico Times Higher Education. No cardápio da Minerva, há cinco cursos de graduação: ciências sociais, ciências da computação, ciências naturais, artes e humanidades e administração. Cada curso oferece seis áreas de especialização. E há dezenas de disciplinas, como sistemas complexos, análise empírica e astrofísica — tudo isso sempre num ambiente digital.

O modelo Minerva só existe porque a tecnologia permite que uma aula online seja um ambiente em que professores e alunos conseguem interagir. Não se trata do modelo de ensino a distância que cresce a taxas impressionantes no Brasil, no qual a maioria dos cursos recorre a aulas gravadas e apostilas com a matéria resumida, e hoje já tem 1,5 milhão de brasileiros matriculados. Na Minerva, um professor se conecta a uma sala de aula virtual com, no máximo, 19 alunos, numa espécie de teleconferência.

A plataforma permite que todos os participantes se vejam simultaneamente e todas as aulas sejam ministradas em formato de seminário, com debates, análises de problemas e resoluções de exercícios. Na aula virtual, as intervenções dos professores não podem duram mais que 5 minutos, evitando que fiquem enamorados pela própria voz. Eles também não oferecem respostas prontas aos tópicos em debate. Os alunos, por sua vez, têm de se preparar e participar ativamente pelo menos em 75% do tempo da aula. A qualidade de suas intervenções é que será levada em conta para as notas. Não, não há provas na Minerva. E a recomendação da escola é que os alunos dediquem 40 horas semanais aos estudos e projetos.

A base pedagógica da Minerva é chamada de metodologia ativa de aprendizagem, conhecida também como sala de aula invertida. O modelo se opõe ferozmente ao jeito tradicional de ensinar, em que o professor passa o conteúdo à frente da lousa, método que nasceu com a criação das universidades há 900 anos na Europa Ocidental. “Hoje, as instituições de ensino vivem a ilusão do aprendizado”, diz o reitor Stephen Kosslyn, um dos mais renomados pesquisadores em psicologia cognitiva do mundoEle deixou três décadas de vida acadêmica em instituições centenárias, como Harvard e Stanford, para abraçar o projeto. “Ao final de uma aula em que um professor despejou um monte de conteúdo, o aluno tem a sensação de que aprendeu muitas coisas, mas, no fim das contas, ele absorveu muito pouco.”

A discussão de qual é a melhor forma de o aluno aprender existe há décadas, e a metodologia ativa de aprendizagem tem atraído cada vez mais adeptos no mundo acadêmico. Um trabalho recente da Universidade de Washington, em Seattle, avaliou 225 estudos que comparam o desempenho de estudantes de áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática que cursaram disciplinas com modelos tradicionais de aulas à performance de estudantes que tiveram aulas baseadas na aprendizagem ativa. O resultado é que as notas do segundo grupo eram, em média, 6% superiores.

Por outro lado, a chance de reprovação de quem teve aulas em formato de palestra era 1,5 vez superior. Como toda experiência em curso, a Minerva também busca validação para a metodologia que inventou. No final do ano passado, os alunos que completaram o primeiro ano de estudos na Minerva se submeteram ao Collegiate Learning Assessment, o CLA+, prova americana que avalia o pensamento crítico, a capacidade de solucionar problemas e a escrita. O desempenho dos alunos da Minerva foi superior a 95% dos alunos que fizeram o teste. O mesmo grupo de estudantes repetiu o teste oito meses depois, e a performance deles foi acima de 99% dos alunos, um resultado inédito na história do exame criado em 2000.

Boa parte do conteúdo abordado nas aulas virtuais acaba sendo colocada em prática em projetos nas cidades em que os alunos estão morando. Em geral, são feitas parcerias com governos locais, ONGs e empresas. Quando estava em Berlim, um grupo de estudantes fez, junto com a ONG alemã Kiron, um trabalho com refugiados. Em Buenos Aires, no primeiro semestre de 2017, os alunos da Minerva se envolveram em diferentes projetos. Um deles foi no Ministério da Educação da Argentina para discutir programas e combater a evasão escolar — 50% dos alunos do país abandonam o ensino médio.

Outra experiência envolvia a expansão de acesso à internet em bairros pobres de Buenos Aires. A mineira Lusana Ornellas, uma das dez estudantes brasileiras da faculdade, participou do grupo que trabalhou num projeto no site de comércio eletrônico Mercado Libre, dono do Mercado Livre no Brasil. Antes, Lusana havia estagiado na aceleradora 500 Startups, de São Francisco, uma das mais influentes do mundo. Nas férias do verão americano, de junho a agosto, passou dois meses na gestora de investimentos Empiricus, em São Paulo. Agora, em Seul, na Coreia do Sul, ela dedica 10 horas semanais a um estágio na cervejaria AB InBev, dona da operação Oriental Brewery Company. Para a área de marketing da empresa, ela está desenvolvendo um projeto sobre possíveis campanhas focadas no público feminino — questões de gênero são um de seus temas de interesse. “Não consigo me imaginar trabalhando em algo que não tenha propósito no futuro”, diz Lusana. “Provavelmente, vou ganhar menos dinheiro.”

As inovações que a Minerva coloca em discussão não são o único atrativo para os estudantes. O custo de estudar lá é bem menor do que em instituições tradicionais. A anuidade de 12 500 dólares equivale a um quarto do que as universidades americanas de elite costumam cobrar, e por isso gestores públicos e empresários têm olhado com interesse a experiência. No mundo todo, o setor educacional enfrenta imensos desafios. Os custos crescentes da educação superior nos países ricos estão elevando o índice de evasão universitária e criando dívidas impagáveis. Somente nos Estados Unidos, a dívida com financiamento estudantil chegou a 1,3 trilhão de dólares no final de 2016 e envolve 44 milhões de devedores — é o segundo maior item de endividamento no país, perdendo apenas para hipotecas residenciais.

Se, por um lado, estudar numa instituição tradicional parece cada vez mais inacessível, a proliferação dos cursos em massa a distância dá uma sensação de democratização do acesso à educação. De fato, eles abrem as portas para um universo de conhecimento antes confinado à sala de aula. E crescem numa velocidade acelerada: 7,5% ao ano no mundo. Segundo estimativas da consultoria americana Stratistics MRC, o mercado global de e-learning pode chegar a 275 bilhões de dólares em 2022. A dúvida é se esse modo de ensino está de fato preparando melhor as mentes contemporâneas. Recentemente, Harvard e MIT divulgaram que apenas 5,5% dos que se matriculam em suas plataformas online abertas e gratuitas concluem os cursos.

Aula na Universidade Harvard: o modelo de aula tradicional está em xeque | Brooks Kraft LLC/Corbis /Getty Images

No Brasil, a proliferação do ensino a distância é fruto principalmente de outra questão: o preço. O país é, talvez, o único lugar no mundo em que os cursos de graduação online custam o equivalente a 30% da modalidade presencial na mesma universidade — nos Estados Unidos, os preços são parecidos ou a comodidade da versão digital chega a ser mais onerosa para o bolso do estudante (a Minerva é uma exceção). Os baixos preços praticados aqui são resultado do fato de que muitos cursos apelam para uma fórmula do tipo fast-food. As plataformas tecnológicas permitem que cada curso tenha milhares de estudantes consumindo aulas transmitidas online ou gravadas, mas oferecem pouca assistência individualizada. “Quanto menos camadas de interação há com o estudante, mais baratos são os cursos”, diz Luiz Trivelato, diretor da consultoria educacional Educa Insights, de São Paulo. Isso faz a evasão digital ser alta, em torno em 30%, um pouco superior à do modo presencial.

O modelo de transmissão de conhecimento que prevalecerá no futuro é uma incógnita. Hoje, a Minerva parece ter encontrado uma fórmula que combina qualidade acadêmica com tecnologia e preço amigável. É por isso que a escola se prepara para licenciar sua plataforma tecnológica e cobrar por isso. Apesar de assediada por diferentes grupos educacionais, incluindo universidades do Brasil, não há nenhum contrato firmado. “No longo prazo, creio que muitos estudantes se beneficiarão do projeto educacional da Minerva, à medida que outras instituições adotarem nossa abordagem e nossa tecnologia”, diz Ben Nelson, um dos fundadores da Minerva e ex-executivo de empresas como Disney e HP.

O dinheiro de possíveis parceiros pode acelerar o equilíbrio financeiro do projeto, estimado para ocorrer em três anos. Embora a escola seja sem fins lucrativos, foi criada uma instituição que recebeu os investimentos — entre eles o do fundo -Benchmark, que tem na trajetória o financiamento inicial de startups como Uber, Dropbox, Twitter e Instagram — e detém a propriedade intelectual da Minerva. Já foram investidos quase 100 milhões de dólares no projeto. Se superar a fase startup e se transformar numa instituição de ensino consolidada, a Minerva poderá entrar para a história da educação como a universidade que derrubou as paredes da sala de aula e ampliou a fronteira do conhecimento. 

 

Compartilhado de: Exame

Bravi Solutions recebe investimento da Donax Participações para acelerar ainda mais seu crescimento

11A Bravi Solutions, empresa catarinense de desenvolvimento de soluções digitais para educação, recebeu um investimento de capital da Donax Participações em troca de participação na empresa.

O objetivo do investimento é fortalecer ainda mais a base de tecnologia e vendas da Bravi, fazendo com que a empresa consiga realizar um plano de expansão acelerado e ofereça as mais diversas soluções para instituições educacionais e corporações ao longo dos próximos anos.

A Donax Participações é a empresa de investimentos em negócios de alto potencial de crescimento, sejam empresas startup ou não, de família gaúcha que deteve participação relevante no setor de Oil&Gas até 2007, atua com longa história na pecuária de corte e recentemente iniciou a montagem de seu portfólio de investimentos alternativos.

Já a Bravi, que tem sede em Florianópolis (SC), é desenvolvedora do Bravi Prisma, solução referência no mercado brasileiro de análise preditiva. Através de um modelo preditivo gerado a partir de dados provenientes dos sistemas acadêmicos, o Prisma visa auxiliar as instituições de ensino a compreender quais padrões de comportamento dos alunos levam ao sucesso acadêmico e mostrar, em tempo real, quais alunos encontram-se em risco de evasão. A solução pode ser utilizada também pelo mercado corporativo, no entendimento do comportamento de usuários de sistemas diversos.

Além do Prisma, a Bravi também é a desenvolvedora do Bravi Quiz, um jogo interativo de perguntas e respostas que permite interação em tempo real dos usuários para maximizar o aprendizado. É um aplicativo configurável para a realidade das empresas, que pode ser utilizado tanto para colaboradores, quanto para clientes.

O Bravi Quiz desenvolveu uma aliança com a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e atualmente já vem sendo utilizado em mais de 195 países ao redor do globo.

“Nosso investimento na Bravi Solutions foi o primeiro em uma empresa de TI. Acreditamos no setor, nos identificamos, em termos de valor e objetivos, com os sócios fundadores e não temos dúvidas de sua capacidade técnica e comercial, que são os pontos fundamentais, como sabe todo o investidor em startups. Diferente de fundos de venture capital, porém, não temos uma expectativa de prazo para realizar o investimento; entramos na Bravi Solutions como nas outras empresas de que participamos: com uma visão de longo prazo”, explica Eduardo Tellechea, Diretor da Donax Participações.

“É um momento muito importante para a Bravi, pois reforça a confiança do mercado no potencial da empresa permitindo continuarmos investindo em nossas soluções educacionais junto aos nossos clientes e parceiros. No cenário de crise generalizada em que se encontra o Brasil, iniciativas para melhorar a Educação através de tecnologia são essenciais para evoluirmos como nação e sociedade”, explica Gustavo Hartmann, CEO da Bravi Solutions.

Para firmar esta parceria de sucesso, a Bravi contou com assessoria exclusiva da LKC Capital, empresa de fusões e aquisições com escritórios no Brasil e EUA.