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O que é Lean Thinking?

O Lean Thinking (pensamento enxuto) apoia-se nos conceitos e práticas do Sistema Toyota de Produção, que consiste em fornecer o menor custo, com a melhor qualidade, no menor tempo por meio da eliminação do desperdício.

A Toyota trabalha com foco nesse tipo de pensamento há mais de 70 anos, mas o termo só veio a se popularizar mundialmente em 1990 quando Jim Womack e Daniel Jones publicaram o livro “A máquina que mudou o mundo”.

É uma filosofia que ajuda a gestão de toda uma organização, visa maximizar o valor do cliente com o mínimo de desperdício para atingir esse objetivo. A empresa Lean nunca vai pensar que atingiu o valor máximo ao cliente, ela sempre estará nessa busca para entregar melhor.

Desperdícios

Para entender melhor, o desperdício em Lean é tudo que não está acrescentando valor a uma empresa, um produto ou ao objetivo final que se deseja.

A empresa que adota o Lean Thinking e pretende atingir seus resultados, deve desenvolver um mindset nos funcionários de buscar constantemente por desperdícios para que eles sejam eliminados.

 

O conceito pode ser aplicado tanto na indústria como em serviços. As empresas ao redor do mundo que já adotaram o pensamento enxuto, estão conseguindo transformar suas ações com resultados verdadeiramente significantes em maior produtividade, lucratividade e efetividade.

Veja também:

Os 5 princípios do Lean Thinking, clicando aqui.

 

 

Referências:

Lean Thinking – Lean TI

Mentalidade Enxuta

Sistema Toyota de Produção

Os 5 princípios do Lean Thinking

Em 1996, Womack e Jones publicaram o livro Lean Thinking no qual concluíram que para que as empresas adotantes do pensamento enxuto tivessem sucesso, deveriam seguir 5 princípios que devem ser incorporados em sequência:

Valor:

Essa é a premissa básica para começar a desenvolver algo: deixar o cliente definir o que é valor em seu produto. Aparentemente isso parece uma tarefa simples, mas não é.

A maioria das organizações e Startups falha ao desenvolver um produto (podemos notar pela quantidade de empresas que vão à falência logo no primeiro ano após iniciar suas atividades), pois acreditam fazer o que o cliente quer. Ainda sobre o conceito de valor é necessário entender que:

– Aquilo que ele não está disposto a pagar pelo produto é desperdício e deve ser eliminado.
– Assim como os clientes, os produtos precisam estar em constante evolução, por isso, estudos frequentes são válidos a fim de transformar o produto ao longo do tempo.

Fluxo de Valor:

Identificar quais etapas agrega valor ao produto é o segundo princípio Lean. Aquelas que não agregam valor (desperdício) devem ser eliminadas, reduzindo automaticamente os custos de máquinas, energia, tempo, etc. Para isso deve-se utilizar uma ferramenta chamada Mapeamento de Fluxo de Valor.

Fluxo Contínuo:

Depois de identificadas apenas as tarefas que criam valor ao produto, nessa etapa deverá ser criado o fluxo contínuo, ou seja, produzir sem interrupções. A ideia seria atender as necessidades dos clientes com rapidez, com menor tempo para processar os pedidos e baixo estoque. Essa é uma das etapas mais difíceis de atingir com plenitude.

Produção Puxada:

Nessa etapa a empresa passa a trabalhar produzindo apenas o que o cliente quer, reduzindo ao máximo o estoque. Dependendo da quantidade de produtos existirá a necessidade em se criar um supermercado de produto acabado, fazendo com que a empresa passe a produzir de forma a repor as unidades vendidas apenas nesse supermercado.

Com a produção puxada se elimina a necessidade de descontos e promoções com objetivo de acabar com o estoque dos itens que já foram produzidos e encontram-se parados por determinado período.

Perfeição:

É a busca pela melhoria contínua dos processos, pessoas, produtos, etc., com objetivo de agregar valor ao cliente sempre. Empresas como a Toyota buscam problemas diariamente, a fim de melhorar o produto e consequentemente a satisfação do cliente.

 

 

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