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Gamification ajuda a potencializar o aprendizado

A maior parte das pessoas acredita que Gamification é um termo utilizado basicamente para quem usa jogos didáticos como ferramenta de aprendizado. Embora esta crença não esteja necessariamente errada, ela é uma visão limitada do conceito. Desenvolver e aplicar um game exclusivo para ensinar é, sim, uma excelente solução de aprendizagem, mas há muito mais no universo dos games que pode nos inspirar e ajudar a deixar o aprendizado mais eficiente.

maior desafio de quem lida hoje com educação, tanto acadêmica quanto corporativa, é conseguir conquistar a atenção e o interesse dos aprendizes. O excesso de afazeres diários, a falta de tempo e a necessidade de lazer são algumas das razões pelas quais é tão difícil transformar o ensino em prioridade. O processo de aprendizado e a maneira de ensinar precisa ser mais rápida, interativa, e (sim!) divertida.

Em tempo, é necessário reforçar: Flora Alves, uma das maiores especialistas brasileiras no assunto e autora do livro “Gamification: como criar experiências de aprendizagem engajadoras” é uma das inspirações para este artigo.

Listamos três características mais importantes do Gamification e comentamos como adaptá-las para melhorar a forma de ensinar.

Leia abaixo:

1. Recompensa pelos acertos e chances de recomeçar

Uma das coisas que mais chamam a atenção em um jogo é o feedback constante. Ele é feito de uma maneira tão natural que muitas vezes nem o percebemos como uma cultura de retorno oficial. Mas é bem claro como ele funciona: lembra do jogo do Super Mário? Ele é um excelente exemplo não só do sistema de feedbacks, mas também da sua efetividade.

Gamification ensina a recompensar acertos de estudantes e profissionais. Assim que começamos a jogar Super Mário, percebemos o personagem pequeno. No decorrer do jogo, à proporção das jogadas certas que fazemos, vamos recebendo recompensas: o personagem cresce, ganha agilidade e velocidade; conquista a companhia e ajuda de amigos como o dinossauro domesticado Yoshi… e, por fim, ganha um saldo de vidas, disponibilizadas no canto superior esquerdo da tela. Além disso, há também uma escala de consequências pelos erros cometidos pelo jogador. As “punições” vão aumentado gradativamente, até que, por fim, o personagem morre.

E vocês lembram daquele saldo de vidas que fomos ganhando pelo desempenho? Elas são as nossas chances de recomeço.

Use o Gamification para trazer o sistema de recompensas e conhecimento das consequências do jogo para a vida real.

A política de pedir uma tarefa e só avaliá-la depois de pronta não é mais vista como a mais eficiente, uma vez que, se houver algum erro no processo, o nível de retrabalho é necessariamente grande.

Invista em uma política de acompanhamento, elogie e recompense os bons desempenhos e apresente as consequências para os erros.

Na sala de aula, presencial ou virtual, a correção acompanhada de exercícios e a pontuação das provas são um bom exemplo desta metodologia. Elas só precisam ser mais divertidas e motivadoras para serem perfeitas.

Em um ambiente profissional, investir em um sistema de pontuação e recompensas com períodos ou dias de folga pode ser uma alternativa ao pensamento antigo de que só uma promoção é reconhecimento corporativo. E assim, para cada erro cometido, uma pontuação negativa é atribuída. Isso fará com que os profissionais entendam a grandiosidade de suas conquistas, e a gravidade de seus erros.

2. Motivação por desafios

 

Bem, este bastante óbvio: um jogo só é interessante enquanto há um desafio a ser superado.Quando não há nenhum tipo de dificuldade, ele passa a ser massante, chato. O grande truque do Gamification para fazer isso funcionar tanto em salas de aula, quanto em treinamentos ésaber dosar a dificuldade.

“Para motivar a mudança de comportamento e solução de problemas, é necessário que os desafios criados tenham seu grau de dificuldade ajustado de tal forma que não provoquem efeito contrário.”

Flora Alves, em Gamification: como criar experiências de aprendizagem engajadoras

Na sala de aula presencial e virtual, vá além dos exercícios e das provas. Invista em exercícios mais difíceis como desafios à turma, sempre com uma recompensa a quem acertá-lo: um suco natural, um brinquedo, meio ponto na média.  É importante que o desafio seja difícil, mas totalmente plausível de ser realizado.

Em treinamentos corporativos, utilize a mesma lógica. Escolha situações reais pelas quais a empresa já passou e peça planejamentos e simulações de ações para superar aquelas situações. Recompense os melhores planos de ações de maneira proporcional.

3. Favorecimento do trabalho em equipe

 

 

Talvez nem todos os leitores sejam jogadores ávidos de games, mas certamente todos conhecem alguém que passa horas jogando no computador ou no playstation, com um headset equipado para ouvir e falar em tempo real.

Uma das coisas mais bacanas de grandes jogos de guerra ou de RPG é que eles incentivam o trabalho em equipe. Claro, sempre existe a possibilidade de ser um jogador solitário, mas quando o desafio é grande demais para ser enfrentado sozinho, jogadores de todo o mundo se unem para superá-lo.

Certamente é uma característica invejável dos jogos. Então como o Gamification pode ajudar a trazer essa realidade na vida real?

“Saiba como usar a natureza competitiva e cooperativa do ser humano”.

Tanto na sala de aula quanto em treinamentos corporativos, faça pelo menos uma atividade com a turma dividida em equipes e inicie uma competição saudável entre elas. Poucas pessoas gostam de trabalhar em equipe pelo simples prazer da companhia, mas dê a elas um desafio a ser superado e um bom adversário, e você se surpreenderá com os resultados.

Estas foram algumas dicas de como as características de um jogo, sem necessariamente usar um jogo em si, podem ajudar a melhorar a experiência do aprendizado e o aproveitamento do conteúdo.

Mas o universo “gamificado” é bem mais amplo.

Assista também a este TED feito por Jane McGonigal, em fevereiro de 2010. Ela é uma designer degames que defende, de uma maneira bastante extrovertida e contundente, que os jogos podem salvar o mundo porque eles mexem com algumas das mais profundas emoções humanas. E isso não precisa ser limitado ao aprendizado, mas em quase todas as áreas da vida.

Confira:

 

Compartilhado de: DTCOM

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